13/09/2017 | 7h37m

Passe curto

Rodrigo Faraco: Marco Antônio diz preferir o futebol antigo ao moderno

Meia do Figueirense disse: "Eu prefiro o futebol antigo do que o futebol moderno"

Luiz Henrique / Figueirense FC

A frase é do meia Marco Antônio, na entrevista ao Debate Diário, na CBN Diário. E chama atenção porque está muito na moda falar do tal “futebol moderno”. Ele respondia a uma pergunta que fiz sobre a história de jogar como um camisa 5 – aquele modelo que comparei à arrumação tática da seleção italiana de Pirlo como volante. Na verdade, Marco Antônio revelou que se sente desconfortável nesta função, principalmente por não ter a marcação. 

Mas foi somente um teste feito por Milton Cruz, que nem foi levado para o jogo contra o Boa Esporte. Virou polêmica porque alguns acharam que estava comparando o futebol de Marco Antônio ao do craque italiano Pirlo. Nada disso! Sempre falei da questão tática. Entre outros assuntos, o camisa 27 disse que o ambiente estava muito carregado antes da mudança de gestão. Tudo por causa dos atrasos de salários. E ressaltou o apoio recebido da torcida na partida diante do Guarani, e ainda admitiu que ainda não está rendendo o que pode.

Mudanças que geram tensão

O Figueirense começa a passar pelas mudanças estruturais que a mudança de gestão certamente traria. Primeiro foi a demissão do médico Sérgio Parucker – informação que trouxe na noite de sexta, pouco antes da partida contra o Boa Esporte. Agora, a base do Figueirense teve demissões, desde coordenador até treinadores das diferentes categorias. São mudanças drásticas, que trazem tensão ao ambiente que estava renovado. É claro que os novos gestores têm total liberdade para fazer qualquer tipo de alteração, até porque assumiram de vez o futebol alvinegro com todas as responsabilidades que uma gestão tem que ter. 

O que talvez esteja se perdendo é a qualidade de alguns profissionais que são qualificados e eficientes. Parece que a intenção é de troca, independentemente de possíveis avaliações que poderiam ser feitas. Outra questão que pode se perder é identidade. Afinal, não é só trazendo gente de fora que se faz um clube e um time de futebol. O Figueirense corre o risco de perder sua identificação com o local. Tomara que esteja errado quanto aos temores e que o profissionalismo seja a palavra de ordem nas alterações.

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