13/09/2017 | 10h56m

Homicídio

Polícia Civil trabalha com hipótese de turista paulista ter sido assassinado por engano em Florianópolis

Corpo do rapaz de 30 anos foi encontrado com marcas de tiros na Praia do Moçambique na manhã de segunda-feira

Reprodução / Facebook / Facebook

Encontrado morto na segunda-feira na Praia do Moçambique, no Norte da Ilha, em Florianópolis, Jadson Andrade, 30 anos, pode ter sido vítima de um engano. Essa é a principal tese de investigação da Delegacia de Homicídios (DH) da Capital. O rapaz morava em São Paulo e estava em férias em Santa Catarina. O corpo dele foi encontrado sem qualquer documento e com marca de tiros. Nesta terça-feira, uma amiga e familiares ajudaram a polícia a descobrir sua identidade. Esta foi a 123º morte violenta em Florianópolis neste ano.

Por ser paulista, ele pode ter sido confundido com um integrante da facção criminosa de SP que disputa espaços em SC com um grupo catarinense. Os assassinos teriam filmado a execução e compartilhado com os comparsas.

— Em princípio sim (ele foi morto por engano).  Com o andar das investigações vamos confirmar essa nova suspeita para fundamentar. Estamos trabalhando para esclarecer direito as questões que ainda temos.  Estamos em cima dos autores, temos a identificação de alguns deles e vamos continuar nesse sentido para desvendar mais esse desatino no Norte da Ilha — explicou o delegado da DH Ênio Mattos.

A última postagem em sua página no Facebook, no dia 9 de setembro, Jadson comemorou que estava em Florianópolis: "só de boa", disse ele. O rapaz chegou na Capital na última sexta-feira e ficaria na cidade até esta quinta. Antes de decidir por visitar a região, ele havia planejado ir para o Uruguai, mas as passagens mais baratas para Florianópolis o atraíram.

A irmã dele, Daniela Silva, está na cidade desde esta terça. No Facebook ela postou um desabafo:  "O meu irmão se foi, vítima da violência desse país. O pior é ver notícias na internet dizendo que foi por drogas! Lógico é mais fácil querer dizer isso, para não mostrar a realidade para as pessoas, querer colocar que foi morto um bandido ao invés de um homem do bem que foi apenas curtir as férias! O meu irmão sempre dizia que ia ser empresário do meu filho, que ele ia ser um ótimo jogador de futebol. O meu filho não entende nesse momento que o tio "Mão" foi embora! O meu irmão mais velho foi embora. É uma dor de tristeza e de ódio! Mas o meu Pai está cuidando dele onde ele estiver! Quero Justiça e eu vou ter!!!"

Segunda morte de turista por engano no ano

Esta é a segunda vez em 2017 que uma pessoa vinda de fora para aproveitar as férias é morta em Florianópolis. Na madrugada de 1º de janeiro, Daniela Scotto de Oliveira Soares, 38 anos, foi alvo de um tiro na comunidade do Papaquara, no Norte da Ilha. Ela estava na casa de familiares nas proximidades. O marido dela, ao sair com o carro, passou por uma considerada de risco onde um adolescente de 17 anos atirou e acertou a vítima. Em depoimento, o assassino disse que disparou por acreditar que o veículo fosse de integrantes de uma facção rival.

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